O secretário de Segurança Pública do Ceará, Roberto Monteiro, admitiu que há tratamento desigual em relação a duas denúncias de tortura envolvendo delegados no Estado. Enquanto Francisco Cavalcante e Alexandra Medeiros foram afastados por conta de denúncias feitas por presos - que dizem ter sofrido agressões por parte dos delegados -, o superintendente da Polícia Civil, Luiz Carlos Dantas, acusado por esses mesmos detentos de ser o responsável pelo fato, continua em sua função porque houve “entendimento” com o governador Cid Gomes.
A afirmação foi feita em entrevista ao portal Ceará Agora, no último fim de semana, em Parambu. Durante a inauguração de uma delegacia, Monteiro disse que houve abertura de inquérito policial e de sindicância para apurar as duas denúncias. Segundo ele, a única diferença de tratamento é que não houve o afastamento de Dantas porque foi um “entendimento” em uma conversa com o governador. Para o secretário, a crise se aprofundaria se o superintendente fosse afastado.
Na mesma semana em que teve um “entendimento” com o secretário Roberto Monteiro sobre Dantas, o governador negou a existência de qualquer crise na Polícia Civil. Cid Gomes chegou a dizer que “o que tem, e sempre teve, é uma parcela que é séria e outra que é desonesta. Todo mundo sabe disso”.
Ministério Público Estadual solicita afastamento de Luís Carlos Dantas
Com informações do Jornal O Povo

