Os servidores da Guarda Municipal e da Autarquia Municipal de Trânsito, Serviços Públicos e de Cidadania de Fortaleza (AMC) também podem paralisar suas atividades durante o Réveillon. A informação foi passada pelo Sindicato dos Servidores Públicos de Fortaleza (Sindifort).
O sindicato afirmou que os servidores não têm condições de trabalhar caso os Policiais e Bombeiros Militares decidam decretar greve na assembleia geral marcada para a próxima quinta-feira (29).Os servidores alegam que o trabalho já é complicado e sem a presença de PMs se torna impossível.
A decisão pode dificultar a realização da festa de Réveillon no aterro da Praia de Iracema que, segundo expectativas da Prefeitura de Fortaleza, pode reunir cerca de 1,5 milhão de pessoas.
Solidária
A diretoria do Sindifort disse que é solidária às reivindicações dos policiais e bombeiros e de todos os funcionários do serviço público de Fortaleza, que estão em campanha salarial. O sindicato deve articular durante toda a semana, reuniões para avaliar a situação e, caso haja necessidade, mobilizar a categoria.
Órgãos
A Autarquia Municipal de Trânsito, Serviços Públicos e de Cidadania de Fortaleza (AMC) disse que a informação não procede e assegura que agentes de trânsito trabalharão durante o Réveillon, garantindo a segurança dos pedestres, controlando o tráfego e coibindo infrações. Além do efetivo que já foi escalado para a festa no Aterro da Praia de Iracema e demais polos, a AMC preparou uma operação especial para o dia.
O Portal Jangadeiro Online também tentou entrar em contato com a Guarda Municipal de Fortaleza, mas ninguém atendeu às ligações.
PMs e BMs
O reforço policial não está garantido por conta da ameaça de greve da polícia Militar. Segundo Flávio Sabino, presidente da Associação dos Cabos e Soldados Militares do Ceará, será dada uma trégua no Natal, mas, no próximo dia 29 de dezembro, acontece uma assembleia geral.
Caso as negociações com o Governo não avancem, os policiais e bombeiros militares podem estar de braços cruzados durante a virada.
Reivindicações
Os militares estão uniformizados com camisetas vermelhas, com frases de protesto estampadas, sobre a reivindicação salarial. Eles reclamam da falta de efetivo para fazer a segurança em todo o Estado.
Segundo Pedro Queiroz, presidente da Associação dos Praças da Polícia Militar e dos Bombeiros Militares do Ceará (Aspramece), são mais de 14 mil policiais na folha, mas aproximadamente 7.400 estariam licenciados. O ideal, conforme a Associação, seriam 33.700 policiais; os dados seriam da ONU.
A categoria pede ainda promoção e assistência médica. A reivindicação principal, no entanto, é por melhores condições de trabalho, especialmente reajuste de salários.
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Redação Jangadeiro Online

