Quando o árbitro paulista Antonio Rogério Batista do Prado pôs fim à partida entre Águia de Marabá e Fortaleza, não foram apenas os torcedores tricolores que encontraram motivos para lamentar. O futebol cearense, como um todo, tem razões de contabilizar prejuízos. A perda não se restringe ao Pici. Ter, por mais um ano, um dos principais times do estado na desprestigiada série C é frustrante sob todos os aspectos.
Para os torcedores alvinegros é um prato cheio: ver um abismo – série B – entre os dois arquirrivais, mas engana-se quem pensa que a má fase que se instalou no Fortaleza não reflete no Ceará. Não se imaginar um sem o outro. A dupla não se bica, porém o sucesso do ‘todo’ depende das partes. E se existe um fator importante para o crescimento esse é a concorrência. Pode reparar, quando Fortaleza ou Ceará está bem cria-se praticamente uma exigência de reforço do outro lado.
Mas se existe um lado positivo nisso tudo é tornar as frustrações em lição. O Fortaleza não pode pensar, independente da divisão, que as suas camisas, história e tradição serão determinantes para lhe garantir as vitórias. Esses atributos podem fazer a diferença quando o time os incorporam. Mas nesta série C, em nenhum momento, o Fortaleza se portou como ‘time grande’. Faltou ação de time superior. Resultado?! Apenas duas vitórias sobre o rebaixado, São Raimundo/PA.
O Fortaleza terá um longo tempo para administrar o rótulo de time de série C, mas é bom aprender mesmo com os erros, porque abaixo da C ainda existe a série D. Juventude e Gama já estão lá em 2011!









