Tenho acompanhado de perto todas as partidas do Ceará nesta série A e posso dizer, sem o receio de exagerar, que os primeiros quarenta e cinco minutos diante do São Paulo foram os melhores do alvinegro na competição. O Ceará chegou muito perto da perfeição! Só não foi 100% porque continuou desperdiçando chances incríveis de gol, mas não posso ser tão exigente depois dos gols. Aliás, golaços produzidos pela organização tática e qualidade técnica dos jogadores!
A superioridade foi tamanha que o Ceará transformou uma partida que se apresentava como difícil, complicada, em fácil! E, durante os 90 minutos, foi assim mesmo: um time que ditou o ritmo a seu ‘bel prazer‘. Jogou como quis!
O mais incrível é que do outro lado tinha uma equipe vinha de quatro partidas de invencibilidade e de três vitórias seguidas, ainda sonhando com uma vaga na Libertadores. Mas o Ceará foi competente em anular o que tem de bom o São Paulo. As investidas sempre perigosas de Fernandinho, Fernandão e Ricardo Oliveira não incomodaram a defesa alvinegra. O trio de volantes não permitiu que os tricolores ameaçassem, o que veio acontecer uma só vez, meta defendida por Michel Alves.
E muita gente pode nem ter percebido, mas o Ceará possui um mérito maior, porque jogou num esquema diferente ontem. Não é o desenho tático, pois o técnico Dimas repetiu o 3-5-2 implantado na Era PC Gusmão. Mas, contra o São Paulo, o Ceará não tinha Heleno, que costumo chamar de ‘pseudo-zagueiro‘ e por isso o posicionamento de Fabrício e Anderson mudou. Mas o alvinegro jogou sem problemas!
Na Era da Tecnologia, quando se contrata jogador por DVD, bem que o Ceará poderia arquivar a aula de futebol de ontem como prova de que deve fazer parte da elite do futebol brasileiro.





Por Xandy Rodrigues*