Em protesto, os guardas municipais de Fortaleza não irão trabalhar no Presidente Vargas e terminais de ônibus na atual rodada do Campeonato Cearense de futebol. Eles não comparecerão ao PV nos jogos Ferroviário x Crateús e Ceará x Guarani(J), disse Malu Costa, diretora do Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos do Município de Fortaleza (Sindifort).
A dirigente sidincal disse que a intenção é chamar atenção das autoridades para uso de armas de fogo por parte da Guarda Municipal de Fortaleza. Enquanto a bola rola, os profissionais de segurança ficarão na sede da Guarda fazendo uma manifestação.
A atuação desses servidores em eventos como jogos de futebol é apoio logístico junto à Polícia Militar. Várias viaturas do pelotão especial fazem rondas em volta no estádio para organizar a chegada e saída de torcedores. O mesmo acontece nos terminais de ônibus. Esse último tipo de ação teve um episódio violento em Antônio Bezerra, quando dois guardas foram baleados.
Dentro do Presidente Vargas, especificamente, os servidores atuam porque trata-se de um patrimônio público, administrado pela prefeitura. “Os guardas trabalham dentro do estádio para resguardar o bem, e não para oferecer segurança aos visitantes“, lembrou Costa.
Na manhã desta quinta-feira, haverá uma reunião na sede do sindicato para discussão da reivindicação do uso de armas de fogo. Também estará na pauta as diretrizes sobre a atuação para pressionar os vereadores durante a Audiência Pública, dia 9 de abril, na Câmara Municipal.

