Termina neste domingo (11) a Copa do Mundo de 2010, disputada na África do Sul. Uma final inédita entre Espanha e Holanda colocará uma dessas seleções no seleto clube de campões mundiais. Embora tanto a escola holandesa com a espanhola tenham revelado craques e gozem de prestígio no mundo do futebol, nenhuma delas conhece o gosto de conquistar uma Copa. A partida acontece logo mais, às 15h30 (de Brasília), no Estádio Soccer City, em Johanesburgo.
As duas equipes se destacaram justamente pelo futebol ofensivo e cadenciado, bem organizado taticamente e afeito a uma eficiente troca de passes no meio de campo. Não deram espetáculos, mas souberam se impor diante de adversários mais preocupados em privilegiar esquemas defensivos. É certo que as finalistas deste domingo não abrem mão de se defenderem bem, mas o fato é que o destaque de ambas está na frente.
Pela Espanha, conhecida também por Fúria, jogadores talentosos como Xavi e Iniesta atuam de forma que seus atacantes, especialmente o craque do time na competição, David Villa, possam buscar gols e vitórias.
Já pela Holanda, ou Laranja, com um time menos ofensivo do que a celebrada geração dos anos 70, encontrou um bom equilíbrio entre defesa e ataque. O habilidoso Sneijder rege o meio e municia os atacantes Kuyt, Robben e Van Persie.
Fúria e Laranja merecem estar nessa final histórica. A Espanha consolida um trabalho bem planejado que já havia dado frutos anteriores, como a conquista da Eurocopa de 2008. A Holanda, por sua vez, mostra força ao chegar em sua terceira final de Copa, desta vez com 100% de aproveitamento, vencendo “favoritos” como a seleção brasileira.
A final de hoje deixa uma lição que derruba o mito de que em Copa do Mundo, equipes que optam pela retranca levam a melhor. Em 2010, a melhor defesa foi o ataque. Independente de quem vença, os apreciadores do futebol jogado para frente já agradecem antecipadamente.
