Se na nona etapa os brasileiros tiveram problemas, o dia seguinte foi de recuperação. Na décima etapa, de La Serena até a capital chilena Santiago, os competidores percorreram 238 quilômetros e puderam avançar na etapa. O destaque do dia foi Rodolpho Mattheis, que subiu na etapa 24 posições.
O piloto de moto da equipe Petrobrás Lubrax largou na 53ª posição e logo no início da prova já figurava entre os trinta melhores pilotos. Com o tempo de 3h36min44, Mattheis garantiu a 29ª colocação na etapa e subiu uma posição no geral, a 28ª, com 48h55min. “Ontem não foi um dia bom, tive problemas na navegação e, portanto, hoje tive que correr atrás literalmente”, declarou Rodolpho.
Carlos Ambrósio também fez uma prova de recuperação e chegou na 35ª posição, 30min54 atrás de Marc Coma, vencedor da etapa. Foram dezessete posições durante a especial que lhe garantiram a 40ª posição na classificação geral, a mesma da etapa de segunda-feira.
Vicente Neto também subiu na etapa catorze posições e concluiu o percurso cronometrado na 72ª colocação, com o tempo de 4h12min05. O piloto também subiu uma posição no geral, ocupando o 79° lugar.
Carros – Guilherme Spinelli/ Filipe Palmeiro voltaram ao Top 10 da etapa, ao garantir a 8ª posição na prova, com o tempo de 3h10min31. A dupla da Mitsubishi recuperou dez posições durante o dia e mantiveram o 8° lugar na classificação geral.
Jean Azevedo/ Emerson Cavassin completaram o dia com 3h21min15, na 16ª posição, apenas 20 minutos atrás do vencedor Carlos Sainz. No geral, a dupla da Petrobras Lubrax subiu uma posição, ocupando a 29ª colocação. Mesmo com a recuperação, Jean encontrou novamente, problemas no carro. “Começou a vazar óleo do motor e ficamos um bom tempo na especial sentindo aquele cheiro forte dentro do carro. Agora estamos no acampamento para avaliar o que aconteceu”, explicou.
Etapa 11 (quarta-feira, 13 de janeiro)- Santiago (Chile) / San Juan (Argentina)
Deslocamento: 211 km
Especial: 220 km
Deslocamento: 3 km
Total do dia: 434 km
Saindo do Chile e entrando na Argentina novamente. O total do dia é 434 quilômetros e a grande novidade será, em competição, atravessar altitudes de 3500 metros na Cordilheira dos Andes. Isso é um problema para que tem motor aspirado. Normalmente, quem tem turbo, que é o caso do nosso caminhão, que é biturbo, sofre menos, mas quem não tem turbina para reforçar na pressão do ar comprimido do motor, os carros e motocicletas, por exemplo, irão sofrer mais para passar nessa altitude. E, nos primeiros 50 quilômetros, poderá haver uma perda de potência nas máquinas, devido a essa altitude.
A paisagem da etapa será o famoso Aconcágua, que muitos brasileiros já o escalaram, a maior montanha da América do Sul, na divisa entre Chile e Argentina.
O brasileiro André Azevedo, piloto de caminhão da equipe Petrobras-Lubrax, está em sua 22ª participação no Rally Dakar e comenta, com exclusividade, o dia-a-dia do percurso do maior rali do mundo.
Fonte: Webventure.com.br


