Dimas voltava a dirigir o time, o discurso era de motivação, a torcida superlotou o PV, tudo conspirava para uma vitória do Ceará. Até o Fluminense deu uma mãozinha quando Márcio Rosário presenteou Felipe Azevedo, que fez 1 a zero. Em campo, os jogadores demonstraram vontade, determinação, gana… atitudes importantes de quem quer vencer. Mas não basta apenas isso! E é simples entender porque só a disposição não é o suficiente para se chegar à vitória. Os outros times têm disposição tanto quanto o Ceará. A grande maioria deles está lutando por algum objetivo: título, libertadores ou permanência.
Foi o que aconteceu contra o Fluminense. O Ceará mostrou aquele espírito guerreiro, tão exigido pela torcida, mas mesmo assim saiu com a derrota. Foram pelo menos vinte minutos de um futebol vontadoso. Depois, a organização tática e o melhor time se sobressaíram e, aos poucos, o Fluminense foi pavimentando a vitória. Rafael Sóbis foi decisivo, fez os gols, mas foi Fred quem desequilibrou e comandou a virada. Coletivamente já se sabia que o Fluminense era melhor do que o Ceará. E essa diferença ficou mais acentuada quando o Ceará olhou e não viu Osvaldo em campo. Era como se não esteve mais ali alguém que sempre foi onipresente. Foi uma perda irreparável não ter o seu principal jogador em uma final de Copa do Mundo, como o jogo era classificado pelo Ceará.
E não se pode errar tanto quando se tem apenas um resultado à disposição. Para o Ceará só interessava a vitória. O time finalizou 16 vezes e apenas duas foram em direção ao gol. Um percentual de acerto de 12%. Não faltou disposição, faltou mesmo qualidade.

