Na derrota de ontem para o Cruzeiro por 2 a 0, o Ceará preservou uma postura de cautela; aliás, muita cautela. O que não é nenhum absurdo assumir essa proposta de jogo. Tecnicamente não tem como comparar os dois times. Cuca tem infinitamente melhores e mais opções do que o técnico Dimas Filgueiras. Por reconhecer a superioridade do adversário é que o Ceará priorizou a defesa em detrimento de atacar. Mesmo com muito espaço, o Cruzeiro teve dificuldades para encontrar o caminho do gol. O Ceará e o seu técnico sabem bem como tornar sinuoso esse percurso.
O planejamento tático do Ceará foi ‘quase‘ perfeito. Faltou atacar também. Não sei se é possível que um time mantenha um mesmo ritmo e pressione o adversário durante os 90 minutos. No decorrer da partida, existem nuances. O alvinegro teve sim oportunidades de chegar perto do gol defendido por Fábio. O castigo veio nos minutos finais. E, na minha análise, o placar de 2 a 0 foi um exagero.
Antes de encerrar, sou obrigado a comentar sobre a arbitragem do sergipano Cláudio Francisco Lima e Silva. Não sou daqueles que pensam que erros de arbitragem contra os nossos clubes fazem parte de um complô para beneficiar ou prejudicar times de uma determinada região. Mas estou sendo convencido pelos seguidos erros.
Na dúvida, os times do lado de cima do mapa ficam em segundo plano. Neymar cai sozinho, pênalti do Santos contra o Ceará; Giuliano se joga quando Michel aproxima, pênalti para o Inter; o mesmo aconteceu contra o Flamengo; a bola bate na mão de Ernandes, involuntariamente, e o juiz é enfático: penalidade máxima. Todos os lances foram interpretativos.
O curioso é que interpretam sempre contra o Ceará. E para completar, só o árbitro viu irregularidade no lance em que o atacante Marcelo Nicácio empatou o jogo. Alguém descobriu o que ele marcou?! Espero ansioso por e-mails.
