Nesta Série A, o torcedor do Ceará ainda não viu o técnico repetir a mesma escalação do time em dois jogos seguidos. Contra o Figueirense, os alvinegros teriam a experiência de ter cinco desfalques entre os titulares.
As ausências não impediram de o Ceará chegar ao gol adversário com mais frequência. Caiu no ‘colo’ de Thiago Humberto, um dos substitutos, as melhores oportunidades. Aos 15 minutos, a bola sobrou livre, mas o camisa 10 acertou a trave, de raspão. Três minutos depois, Thiago Humberto, de cabeça, também ficou no quase.
A jogada área era uma boa alternativa de ataque. Aos 23, após cobrança de escanteio, Fabrício resvalou de cabeça, mas Wilson fez uma grande defesa. O goleiro do Figueirense voltou a fazer milagre após virada de Washington aos 38 minutos. Antes, Elias acertou o travessão de Fernando Henrique numa cobrança de falta. Mas foi o Figueirense quem abriu o placar. Em rápido contra-ataque, a bola chega ao lateral-esquerdo Juninho, que chutou cruzado: 1 a 0.
Quando se imaginava que o Figueirense comemoraria a vitória parcial, Vicente faz boa jogada pela esquerda e cruza na medida para Washington, que bem ao estilo dele, de cabeça, deixa tudo igual.
O empate deu mais confiança ao Ceará, que voltou para o segundo tempo mais ‘aceso’. Osvaldo fez linda jogada individual, mas demorou na hora de finalizar. No lance seguinte, Ferlipe Azevedo aproveitou a sobra da zaga e chutou forte, mas sem direção. Se para o Figueirense estava difícil, ficou pior quando Maicon recebeu cartão amarelo por demorar a fazer a cobrança de escanteio. Era o segundo dele, que foi expulso.
Sete minutos depois, o lateral-direito Bruno se jogou na área. O árbitro interpretou como simulação e expulsou o jogador que já tinha cartão amarelo. Se há uma semana, o Ceará teve que jogar quase o segundo inteiro com dois jogadores a menos contra o Atlético-MG, desta vez, o Vovô vivia o outro lado da história.
Restavam vinte minutos para o Ceará, com dois jogadores a mais, tentar chegar à vitória. Mesmo com a superioridade numérica, o Ceará pouco assustou. Só aos 43, Fabrício obrigou Wilson a fazer uma grande defesa. Dois minutos depois, Osvaldo limpou bem, mas chutou muito mal.
No final, empate com direito a vaia da torcida, que, claro, desaprovou o resultado.
