O árbitro Charles Hebert escapou da uma punição no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), onde foi julgado na tarde desta sexta-feira (2), pela Quarta Comissão Disciplinar. Ele cumpre suspensão, de 90 dias, que levou da Comissão de Arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), após validar um gol de mão do atacante Wellington Silva, do Paraná, no duelo com o Ceará pela Série B do Campeonato Brasileiro.
O árbitro estava presente no julgamento de hoje, mas não prestou depoimento. Após o relatório do processo, a Procuradoria exibiu a prova de vídeo. Depois, o relator leu a defesa escrita de Charles Hebert. Na fundamentação, o árbitro admitiu o erro e acrescentou que a assistente levantou a bandeira para conter os jogadores do Ceará, já que também confirmou o gol.
Quando teve a palavra, o advogado de defesa, Giulliano Bozzano, explicou as atitudes do árbitro e da assistente, apresentando um livro de instruções da Fifa, que mostra as posições corretas de ambos dentro de campo. Bozzano disse que os dois estavam postados de maneira certa e destacou que aconteceu uma “tragédia” para o árbitro. Para o advogado, os jogadores atrapalharam a visão de seu cliente em campo. Além disso, segundo o advogado, Charles Hebert não deixou de cumprir as regras do jogo, um dos artigo em que está denunciado. Com relação ao artigo 266 – deixar de narrar os fatos na súmula -, Bozzano ressaltou que estes relatórios têm que ser feitos de maneira correta para não prejudicar os acontecimentos pós-jogo.
