
Dimas quer mais empenho dos jogadores. Foto: Divulgação / Ceará
O técnico Dimas Filgueiras se responsabilizou pela situação do Ceará no Campeonato Brasileiro. Ele afirmou que, a partir de agora, vai pedir aos jogadores do Vovô para ignorarem quem estiver no outro lado do campo e se doarem ao máximo para somar pontos. Faltando seis jogos, o treinador quer vencer também nos campos adversários.
“Chegamos a uma situação em que precisamos dentro e fora de casa fazer os três pontos”, reconheceu. Político, destacou o apoio da torcida que lotou o PV no último sábado (29), mas não obteve resposta em campo do elenco. “Não podemos jogar a toalha, temos que trabalhar e vencer. Agora é ganhar tudo, não temos que temer Avaí, Corinthians, ninguém. É uma nova história para ser escrita”, afirmou o soldado alvinegro.
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Opinião: Sobrou vontade, mas faltou qualidade
Nesta segunda-feira (31) de manhã, os jogadores que não atuaram na derrota para o Tricolor carioca se reapresentaram e realizaram atividades físicas em Poranagabuçu. Enquanto isso, os atletas que jogaram no fim de semana voltarão aos treinos no período da tarde, quando irão fazer um trabalho regenerativo.
Duelo direto
O próximo desafio do Ceará será no domingo (6), contra o Avaí, no estádio da Ressacada. Os catarinenses também brigam contra o rebaixamento e ocupam a 19ª colocação, com 29 pontos, enquanto o Vozão aparece no 17º lugar, com 32.
FONTE: Gazeta Esportiva.

Foto: Divulgação / Fluminense
Dimas voltava a dirigir o time, o discurso era de motivação, a torcida superlotou o PV, tudo conspirava para uma vitória do Ceará. Até o Fluminense deu uma mãozinha quando Márcio Rosário presenteou Felipe Azevedo, que fez 1 a zero. Em campo, os jogadores demonstraram vontade, determinação, gana… atitudes importantes de quem quer vencer. Mas não basta apenas isso! E é simples entender porque só a disposição não é o suficiente para se chegar à vitória. Os outros times têm disposição tanto quanto o Ceará. A grande maioria deles está lutando por algum objetivo: título, libertadores ou permanência.
Foi o que aconteceu contra o Fluminense. O Ceará mostrou aquele espírito guerreiro, tão exigido pela torcida, mas mesmo assim saiu com a derrota. Foram pelo menos vinte minutos de um futebol vontadoso. Depois, a organização tática e o melhor time se sobressaíram e, aos poucos, o Fluminense foi pavimentando a vitória. Rafael Sóbis foi decisivo, fez os gols, mas foi Fred quem desequilibrou e comandou a virada. Coletivamente já se sabia que o Fluminense era melhor do que o Ceará. E essa diferença ficou mais acentuada quando o Ceará olhou e não viu Osvaldo em campo. Era como se não esteve mais ali alguém que sempre foi onipresente. Foi uma perda irreparável não ter o seu principal jogador em uma final de Copa do Mundo, como o jogo era classificado pelo Ceará.
E não se pode errar tanto quando se tem apenas um resultado à disposição. Para o Ceará só interessava a vitória. O time finalizou 16 vezes e apenas duas foram em direção ao gol. Um percentual de acerto de 12%. Não faltou disposição, faltou mesmo qualidade.