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05 de outubro

 
Ceará

Evandro Leitão: administração modelo

Os dois maiores clubes do nosso futebol vivem momentos de definições políticas. Ontem (4.10) Evandro Leitão foi aclamado presidente do Ceará por mais dois anos. Domingo, é a vez do Conselho Deliberativo do Fortaleza que irá às urnas definir se Osmar Baquit permanece como presidente ou se Alexandre Borges irá ocupar o cargo.

O pleito no Pici foi tema do meu comentário semana passada. Reitero meu pensamento de que os anseios pessoais não podem sobrepor-se aos projetos da instituição Fortaleza. Desde Ribamar Bezerra (2005-2006), um presidente não começa e conclui um mandato no Fortaleza. Essa quebra de continuidade de trabalho explica, de certa forma, os últimos anos decepcionantes.

Evandro Leitão
Na contramão das más administrações no Pici, o Ceará ‘encontrou’ um presidente que ‘colocou ordem na casa’. Quando assumiu, interinamente, o clube em março de 2008, muitos acreditavam que Evandro Leitão seria mais um a se aventurar no clube e logo sairia. Àqueles que, preconceituosamente, diziam: “Presidente liso não pode assumir clube de futebol!”, Evandro mostrou ser rico de ideias, de boas intenções e disposição de trabalho.

Em pouco tempo, Evandro mostrou que administrar independe de quanto você tem na conta bancária. Foi uma quebra de paradigma! O maior mérito do presidente do Ceará é reconhecer que não se administra sozinho uma instituição tão complexa. Evandro se cercou de pessoas capazes, que são tão merecedoras de elogios quanto ele.

Pouco mais de três anos, a administração do ‘presidente liso’ aumentou em 10 vezes o programa do sócio torcedor, melhorou a estrutura física do clube, levou o Ceará à Série A dezesseis anos depois… Mas o maior legado que o presidente Evandro Leitão deixou foi o saneamento das dívidas trabalhistas, herança maldita que passava de presidente para presidente. O Ceará voltou a ter crédito e credibilidade no futebol!

Evandro cometeu e, certamente, irá cometer equívocos, mas hoje tem mais habilidade para administrar a paixão com a razão, pré-requisito básico de um bom presidente.

 

03 de outubro

 

30 de setembro

 
Sem categoria

Fortaleza e as novas eleições

Estão marcadas para o dia 9 de outubro novas eleições a presidente do Fortaleza! Osmar Baquit é o único, até agora, que se lançou candidato. Existem outros nomes, mas nenhuma confirmação. Por isso, Baquit deve ser mesmo aclamado.

É até intenção do Conselho Deliberativo do clube ter uma chapa única em nome da unidade. Discordo dessa frase feita! A tal unidade não deve ser antes do pleito, e sim após as eleições. Posicionamentos, ideias, alas divergentes fortalecem o processo democrático da instituição. A disputa interna deveria acabar no instante em que fosse eleita a nova composição.

O problema é que há uma inversão de interesses! Os particulares são maiores do que o coletivo! A vaidade parece sobressair-se ao amor pelo clube! Por exemplo, se a ala B não vencer as eleições também não ajuda e, se duvidar, torce contra. Durante a administração, o choque de posicionamentos continua sendo válido. Não se administra dizendo ‘Sim, senhor!’ a tudo e a todos.

O Fortaleza precisa acordar do sonho de quem ainda vai aparecer alguma empresa ou alguém para derramar dinheiro no clube. A cada minuto, o futebol vira mais negócio e, como em todo negócio, precisa-se de investimento e visam-se lucros. Não esperam por mecenas, eles estão em extinção!

Acredito que não exista uma regra para se administrar um clube, mas penso que o cálculo poderia ser: a soma de ideias multiplica a força.

 

28 de setembro

 
Fortaleza

No primeiro tempo, deu Fortaleza… falta o segundo!

Vamos comparar essa disputa nos tribunais do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) a uma partida de futebol?! Fica mais fácil entender todo o caso e o que poderá acontecer daqui para frente com Fortaleza e Campinense.

Ontem foi realizado o primeiro tempo de partida (1ª instância). Cinco auditores analisaram todas as provas, contraprovas, ouviram os envolvidos e decidiram por unanimidade absolver o Fortaleza da acusação de atuar de forma contrária a ética desportiva. Mas o placar de 5 x 0 não foi tão tranquilo quanto parece.

O caso Carlinhos Bala poderia ter comprometido o resultado final. Por 3 a 2, ele foi acusado de atuar de forma contrária à ética desportiva, mas os mesmos auditores entenderam que não tinham provas para dizer que tal procedimento atingiu o resultado pretendido, por isso o órgão decidiu não anular a partida.

Resumindo: para os auditores STJD, Carlinhos Bala tentou influenciar o resultado, mas o Fortaleza não construiu o placar através da postura do atleta. A punição de Bala foi R$ 10 mil e seis partidas de suspensão.

Mas poderemos ter o ‘segundo tempo’ desse embate e existe a chance de reverter o ‘placar’. O pleno é formado por nove auditores que podem pensar diferente dos da segunda comissão disciplinar. O Campinense deve levar a decisão para o pleno do STJD, mas precisa jogar na ofensiva para convencer os auditores.

No futebol, o jogo só acaba com o apito final; nos tribunais, com a última batida do martelo. E cada audiência é uma história!

 

26 de setembro

 
Ceará

Ceará: o espírito de vitória voltou?!

A vitória sobre o Coritiba foi um parto a fórceps. O Coxa fez jus a fama de ser um adversário historicamente difícil para o Ceará. Com mudanças em todos os setores do time (por necessidade ou opção técnica), o técnico Estevam Soares deu uma clara demonstração de que ninguém mais do que ele precisava de uma vitória.

Estevam não pecou pela omissão e assumiu os riscos da derrota. Era uma nova formação e não se sabia o rendimento com aquela disposição tática. O gol de Roger, uma meia-bicicleta fantástica, colocou o Ceará à frente.

Mas se viu vulnerabilidade no sistema defensivo, que foi constantemente assediado e não se encontrava. Bill empatou. O Coritiba cresceu, pressionava, estava mais próximo do segundo gol. Contudo o Ceará mostrou recursos de time competitivo, que tem repertório de atalhos para o gol. Falta e Edmilson marcou o segundo.

Se o gol do novo empate do Coritiba não veio ainda no primeiro tempo, aos 2 da etapa complementar Bill não deixou a oportunidade passar. O Ceará voltava à estaca zero.

Às vezes, pode compensar a falta de organização tática, de estratégia, de jogadas concatenadas, com força de vontade. E foi assim que o Ceará chegou à vitória. O time mostrou o espírito que parecia ter perdido nos últimos jogos e que a torcida exigia. Se vence assim também!

 

25 de setembro

 
Ceará

Ceará vence Coritiba e se afasta da Z-4

Com novidades em todos os setores do time, o técnico Estevam Soares montou o Ceará para voltar a vencer na Série A. O advérsário era Coritiba, historicamente difícil no caminho do alvinegro.

No PV, o Ceará precisava vencer para se afastar da zona de rebaixamento, que se aproximava perigosamente do alvinegro. A necessidade da vitória fez o Ceará tomar a iniciativa do ataque. Se o grito de gol foi impedido quando o árbitro marcou posição irregular de Rudnei que balançou a rede do Coxa. Mas os torcedores não esperaram tanto para vibrar, porque Roger fez um lindo gol de meia-bicicleta. Foi o primeiro gol dele com a camisa do Ceará.

O gol não abalou o Coritiba, que partiu pra cima em busca do empate. Aos 13 minutos, Lucas obrigou Fernando Henrique a fazer uma grande defesa. Mas aos 19, o artilheiro Bill não desperdiçou e empatou. O jogo era lá-e-cá, cheio de alternativas. Michel mandou uma bomba e Vanderley operou milagre.

O Coritiba teve o seu momento e criou, pelo menos, três grandes chances de fazer o segundo. O goleiro Fernando Henrique salvou. Mas o Ceará tinha suas alternativas e numa cobrança de falta, Edmilson colocou a bola longe do alcance do goleiro e marcou o segundo. Aos 39 minutos, a torcida do Ceará explodiu pela segunda vez. Mas até o fim do primeiro tempo, Ceará e Coritiba alternaram oportunidades de gol.

Mas foi só voltar do intervalo para a rede balançar de novo. Aos 2 minutos, Bill aproveitou rebote e deixou tudo igual. O resultado não interessava ao Ceará, mas o time não organização para chegar ao gol do Coxa. Aos 22 minutos, Estevam Soares ousou. Trocou Rudnei por Marcelo Nicácio, mas o gol do Ceará foi de quem já estava em campo. Roger aproveitou cruzamento de Vicente e faz o terceiro.

Em vantagem, o Ceará não queria correr riscos e assegurar a vitória depois de seis partidas de jejum. O Coritiba ainda pressionou no final do jogo, mas aos 48 minutos do segundo tempo acabou a agonia do Ceará. Agora somando 30 pontos, o Ceará ocupa a décima quarta posição da Série A.

 

19 de setembro

 

17 de setembro

 
Fortaleza

Comemorar o mínimo

O clima tenso que envolvia Fortaleza e CRB era quase palpável! Não tinha como não sentir a tensão da partida que iria decidir se o Fortaleza cairia para a Série D e se o CRB ficaria com a segunda vaga do grupo. Independente do desfecho da partida, o 17 de setembro de 2011 já tinha entrado para a história do tricolor.

Ao longo da Série C, o Fortaleza trocou o rótulo de favorito pelo de ‘quase rebaixado’! Por uma série de erros, o time chegou à última rodada da primeira fase, precisando de um milagre. Vencer o CRB e ainda torcer para que o Campinense não saísse de um empate contra o Guarany, de Sobral. Essa era combinação mais lógica! Mas o Fortaleza salvou-se por um caminho mais improvável!

Fez 1 a zero no início do segundo tempo. Teve uma chance de ampliar no pênalti, mas Carlinhos Bala cobrou mal e perdeu. Já com um jogador a mais, o Fortaleza recebeu uma generosa contribuição do goleiro Cristiano, que faz bobagem e foi expulso. Um lance mais do que irresponsável, porque o CRB tinha feito as três alterações. Teve que improvisar um jogador linha como goleiro. O caminho estava aberto!

No primeiro chute em direção ao gol: rede! Vavá! A torcida, que fazia festa no PV, teve que lembrar a partida de Campina Grande. Lá o Campinense fazia 1 a zero. O placar do PV não adiantava nada. O Fortaleza foi pra cima e em quatro minutos, ampliou para 4 a zero, suficientes para librar o time do rebaixamento. Pelo critério de gols marcados, o permanece na Série C.

A torcida pode comemorar, a diretoria precisa refletir.

 
Fortaleza

À espera de um milagre!

Neste sábado, acordei cedo decidido a escrever sobre o jogo mais importante da história recente do Fortaleza. Mas quando encarei o computador, fui desafiado. Como preencher a tela em branco se só me veio à mente a mesma linha de raciocínio de antes? Seria uma repetição de tudo que já expus. Como trazer algo de novo para você, internauta?!

Dizer que o encontro de hoje com o CRB é uma decisão já virou um desgastado clichê. O torcedor tricolor deve está cansado de fazer a combinação de resultados salvadora: vitória e, pelo menos, empate entre Campinense e Guarany, de Sobral. Tudo isso nós já sabemos! Daqui até a hora do jogo e, principalmente depois, o Fortaleza será tema de intermináveis debates – seja qual for a consequência da rodada. Perguntas e respostas estarão na ponta da língua de todos!

Mas o que falar agora? Acreditar na vitória hoje? Manter o otimismo não é tão fácil assim – mesmo o CRB sendo uma equipe fraca! De sete rodadas até aqui, o Fortaleza teve dois bons momentos: o segundo tempo da partida de ida e o primeiro tempo da volta, contra o Guarany, de Sobral. Só! Mas o torcedor se apega à frase: cada jogo é uma história! E ninguém pode usurpar essa esperança dele!

Mas para escapar do rebaixamento ainda não tem que torcer pelo Guarany?! Depois se pensa nisso…

 

15 de setembro

 
Ceará

Uma nova chance para Estevam Soares

Ontem, o técnico Estevam Soares voltou aos trabalhos no Ceará. Na primeira passagem, foram apenas 56 dias à frente do alvinegro. Em seis partidas, O time colecionou quatro empates e duas derrotas. O bastante para a diretoria mudar o comando técnico.

Não podemos ter uma visão tão simplista a ponto de imaginar que: ‘se não deu certo antes, não dá agora’! No ano passado, Estevam assumiu o time em outra situação. Herdara uma campanha surpreendente do seu antecessor PC Gusmão, quando o Ceará conseguiu um aproveitamento de 80% nas sete primeiras rodadas. Nem mesmo o PC conseguiria manter esse percentual no período pós-Copa. Era previsível a queda do alvinegro, mas os dirigentes não estavam preparados para isso. Estevam Soares saiu e só depois perceberam que a atitude fora precipitada.

Agora, ele não terá o parâmetro de 80% nem o saudosismo de PC Gusmão para atormentá-lo. Até agora o Ceará conquistou 39% dos pontos disputados. Se conseguir superar esse aproveitamento a curto prazo, Estevam provará que a primeira passagem pelo clube poderia ter sido mais duradoura.

 
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